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Bíblia - fé e prática
Jesus, Cabeça da Igreja
Igreja, Corpo de Cristo
O Poder do Sangue de Jesus
9 Dons Espirituais e 5 Ministérios
A Unidade do Corpo
A Volta Gloriosa de Jesus

O Momento Profético
Avivamento
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Outras Igrejas
O Espírito Santo e a Interpretação da Palavra
Soli Deo Gloria
Como Começar a Obra do Espírito em uma Igreja

Introdução
Dons e Evangelismo
Um Corpo, uma Fé
A Busca dos Dons
Mártires e Testemunhas
A Direção do Espírito

 
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O AVIVAMENTO NA IGREJA


Entendemos que a Igreja do Senhor Jesus recebeu o batismo com o Espírito Santo com um principal objetivo: a edificação da Igreja.

Para realizar a Obra de Deus, que consiste na edificação da Igreja, é preciso primeiramente conhecer o Projeto de Deus para essa edificação. Para nos habilitar a conhecer Seu Projeto, o Senhor concedeu à Igreja esses recursos espirituais:

  1. A Palavra de Deus, especialmente o Novo Testamento, que contém instruções específicas sobre o funcionamento da Igreja; e
  2. O Espírito Santo, que opera por meio dos 9 dons espirituais (I Cor 12: 8-10) e os 5 ministérios (Ef. 4:11).

Esses recursos permitem que o Senhor Jesus se torne de fato – e não apenas em teoria - o Cabeça da Igreja, que é o Seu Corpo. Por meio da Sua Palavra escrita e da Palavra que nos é transmitida por meio dos dons espirituais o Senhor Jesus tem condições de governar Sua Igreja, revelando Seu projeto para Sua edificação. Por meio dos 5 ministérios, o Senhor governa Sua Igreja, pois os servos usados nesses ministérios executam a Obra de Deus com base na doutrina revelada na Bíblia (II Tim 3:16-17) e as instruções específicas transmitidas por meio dos dons espirituais, testando os dons (I Tes. 5:10-21) e aplicando-os com sabedoria (I Cor 14:20, 40).

Foi para permitir que Jesus se comunicasse com Sua Igreja que o Senhor decidiu batizar com o Espírito Santo seus servos – jovens, adultos, anciãos – nos últimos tempos. Segundo o profeta Joel, como consequência desse batismo, seus servos receberiam visões, sonhos e profecias (Joel 2:28), ou seja, todos esses dons que permitem o Senhor revelar Sua vontade aos seus servos. No entanto, os dons mais enfatizados na segunda metade do século XX foram os dons de línguas e de curar. Nas ocasiões em que havia profecias, visões e sonhos, essas manifestações se dirigiam a indivíduos em particular, para beneficiar um indivíduo, e não para transmitirem orientações do Senhor para a Igreja com vistas a orientar seu funcionamento (revelar unções para o pastorado, mostrar onde as igrejas devem evangelizar, orientar sobre a solução de problemas na igreja, etc.).

Mas nos Atos dos Apóstolos os dons são usados sobretudos para revelar a vontade de Deus sobre Sua Obra. Temos exemplos disso nos dons espirituais por meio dos quais o Senhor revelou a Cornélio que deveria chamar Pedro a sua casa, revelou a Pedro para não hesitar, mas pregar o evangelho aos gentios na casa desse centurião, revelou a Paulo que não deveria pregar o evangelho na Ásia nem na Bitínia, mas na Macedónia, revelou à Igreja que estatutos no Velho Testamento deveriam ser observados pelos gentios que se convertiam, revelou a Filipe que deveria pregar ao eunuco da Etiópia, etc.

Em conformidade com esse padrão de Atos, no início do movimento pentecostal, em várias partes do mundo (Arménia, Brasil, Estados Unidos, Rússia, Ucrânia, etc.), o Senhor orientava as Suas Igrejas por meio dos dons espirituais. Temos exemplos maravilhosos de como o Senhor operou com grande poder dessa forma no final do século XIX e no séclo XX, especialmente no início dessas grandes operações do Espírito Santo. Mais adiante, no entanto, grupos de pregadores começaram a enfatizar os dons de línguas e de curas, e a limitar o uso dos dons de revelação (profecia, interpretação de línguas, palavra de conhecimento – sonhos, visões e revelações) apenas para atender a necessidades individuais de servos e não mais para a direção da Igreja.

O mesmo ocorreu no início do movimento carismático. No início, o Senhor começou a dirigir alguns grupos, falando por meio dos dons espirituais. Posteriormente, esses grupos desistiram de buscar a direção do Senhor, passaram a ser governados da mesma forma que igrejas que não crêem no batismo com o Espírito Santo e preferiram utilizar os dons da mesma forma que o movimento pentecostal em sua segunda fase (ver parágrafo anterior). Finalmente, os dons de revelação foram-se tornando mais raros, surgiu uma ênfase em curas e o movimento carismático passou a enfatizar um estilo de louvor mais efusivo as expressões corporais na adoração da Igreja. Ironicamente, a palavra “carismático” expressa hoje mais uma forma de louvor em que o principal é a coreografia, é a apresentação de um “grupo de louvor” que “atua” diante da Igreja e por meio de gestos estudados para demonstrar que está cheio do Espírito Santo e para induzir a congregação a adorar com esses gestos coreografados.

Vale notar, a esse respeito, que, quando o Espírito Santo, por intermédio do Apóstolo Paulo, decidiu revelar à Igreja como deveria desenvolver-se um culto de adoração, Ele se refere, em I Cor 14:23-32, apenas a dons espirituais (línguas, revelação, interpretação), a louvores por meio de Salmos e ao ensino, dando instruções específicas sobre como os dons devem ser usados com sabedoria, sendo julgados e utilizados com decência e ordem (versículo 40). Ele nada diz sobre a posição em que os crentes devem cantar (sentados, prostrados, em pé), nem sobre expressões corporais (mãos levantadas, palmas, dança, etc.). Isso, por que o importante em um culto, do ponto de vista do adorador, é o coração, é uma adoração em espírito e em verdade, e, do ponto de vista de Deus, é Sua capacidade de falar ao Seu povo, para edificá-lo e dirigi-lo.

É, contudo, a vontade do Senhor voltar a operar da forma em que operou na época dos Atos dos Apóstolos e no início do Movimento Pentecostal e Carismático: falando ao Seu povo, revelando Sua vontade ao Seu povo, desempenhando seu papal de Cabeça da Igreja. E a função do Espírito Santo, segundo o Senhor Jesus é justamente permitir que as mensagens da Cabeça alcancem o Corpo: “Ele há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar” (Jo 16:13-15).

A Igreja necessita anunciar certos pontos básicos que têm sido esquecidos pelas Igrejas em geral, os quais são necessários para que Jesus possa ser de fato o Cabeça da Igreja e, dessa forma, possa estar realizando a Obra do Espírito Santo, objetivo original e teórico de toda Igreja verdadeira, sobretudo das Igrejas pentecostais e carismáticas. Para uma Reforma da Igreja no século XXI é necessário voltar às origens, voltar aos Atos dos Apóstolos, voltar ao início dos movimentos Pentecostal e Carismático, voltar a crer e a praticar o que está sumarizado nessas Doutrinas Básicas relacionadas na Homepage.